Pular para o conteúdo
Sábado, 17 de outubro de 2026 Edição das 6h30. Próxima edição às 14h.
Mesma Pauta Como cada veículo deu a mesma notícia

Início / Economia

Déficit orçamentário dos EUA sobe para US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026

3 veículos, atualizado às 20h29 (edição das 6h30 de 17/10). 7 fatos em comum, 4 divergências e 3 afirmações de um só veículo.

Enviar no WhatsApp

Em 30 segundos

  • O déficit dos EUA chegou a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026, alta de cerca de 12%, o maior desde 2021.
  • Divergem os percentuais do déficit em relação ao PIB: 6% (O Globo), 6,2% (Folha e Estadão), com ressalva de que o PIB ainda não foi divulgado.
  • Ainda não se sabe o peso exato dos juros e dos reembolsos de tarifas no longo prazo; economistas e o FMI divergem sobre a sustentabilidade da dívida.

O que se sabe

O déficit orçamentário dos Estados Unidos chegou a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal encerrado em setembro de 2026, segundo dados do Departamento do Tesouro divulgados nesta sexta-feira (16). O resultado representa alta de cerca de 12% em relação ao ano anterior e é o maior desde 2021. As despesas e as receitas também atingiram recordes, com aumento maior dos gastos do que da arrecadação. Os veículos relatam que o reembolso de tarifas após decisão da Suprema Corte e o aumento dos juros da dívida contribuíram para o resultado.

  1. O déficit orçamentário dos EUA chegou a cerca de US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026 (encerrado em setembro), segundo dados do Departamento do Tesouro divulgados nesta sexta-feira. Relatado pelos 3 veículos.
  2. O déficit aumentou em relação ao ano anterior (US$ 1,78 trilhão), alta de cerca de 12%. Relatado pelos 3 veículos.
  3. As despesas cresceram cerca de 6%, para cerca de US$ 7,4 trilhões, e as receitas cresceram cerca de 3%, para cerca de US$ 5,4 trilhões. Relatado pelos 3 veículos.
  4. Os reembolsos de tarifas, após decisão da Suprema Corte que anulou a maior parte das tarifas impostas por Trump, contribuíram para o aumento do déficit, com cerca de US$ 145 bilhões em reembolsos. Relatado pelos 3 veículos.
  5. Os gastos com juros da dívida pública aumentaram cerca de 12%, atingindo recorde de cerca de US$ 1,36 trilhão (bruto) ou US$ 1,05 trilhão (líquidos, segundo O Globo). Relatado pelos 3 veículos.
  6. A dívida pública dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões. Relatado por Estadão e Folha de S.Paulo.
  7. O déficit foi o maior desde o ano fiscal de 2021. Relatado pelos 3 veículos.

Como cada um deu a notícia

O que cada manchete destacou

As três manchetes destacam o valor do déficit (US$ 1,99 trilhão) e a comparação com períodos anteriores, sem atribuir causa no título.

Ênfase de tempo e comparação

  • Destacam o recorde ou o maior nível em 5 anos, ligando o dado a um marco histórico

    Estadão e Folha de S.Paulo

    Déficit fiscal dos EUA sobe a US$ 1,99 trilhões, o maior em 5 anos

  • Destacam a proximidade de US$ 2 trilhões e a tendência de aumento de longo prazo

    O Globo

    Déficit orçamentário dos EUA se aproxima de US$ 2 trilhões no ano fiscal de 2026

Contraste com promessas do governo

  • Não mencionam no título o contraste com as promessas de corte de gastos

    Folha de S.Paulo e O Globo

    Déficit orçamentário dos EUA se aproxima de US$ 2 trilhões no ano fiscal de 2026

  • Incluem no subtítulo ou no texto o contraste com as promessas de Trump, mas não no título

    Estadão

    Déficit das contas públicas dos EUA chega a US$ 1,99 trilhão, maior nível em 5 anos

As manchetes, veículo por veículo

Cada ponto é um dos 7 fatos que os veículos relatam em comum. Ponto cheio: o veículo relata o fato; vazio: não relata.

Quem não deu esta notícia

Não encontramos este assunto nos feeds de Agência Brasil, BBC News Brasil, CartaCapital, CNN Brasil, G1, Gazeta do Povo, InfoMoney, Jovem Pan, Metrópoles, Poder360, Revista Oeste, UOL e Veja.

Um veículo pode ter publicado fora do feed RSS. Veja os veículos monitorados e por que foram escolhidos.

Onde divergem

Déficit em relação ao PIB

  • Estadão

    Afirma 6,2% do PIB em 2026, ante 5,9% em 2025, tratando-se de estimativa pois o PIB do período ainda não foi divulgado.

  • Folha de S.Paulo

    Não informou qual projeção do PIB foi usada para o cálculo de 6,2%; no ano fiscal de 2025 a proporção registrada foi de 5,8%.

  • O Globo

    Afirma que o rombo correspondeu a aproximadamente 6% do PIB.

Proporção do PIB em 2025

  • Estadão

    Diz que a proporção em 2025 foi de 5,9%.

  • Folha de S.Paulo

    Diz que a proporção efetivamente registrada em 2025 foi de 5,8%.

Causa do aumento dos juros e atribuição do ajuste de 2025

  • Estadão

    Atribui o aumento a reembolso de tarifas e à alta dos juros, e cita o bom desempenho da economia elevando a arrecadação de pessoas físicas.

  • Folha de S.Paulo

    Não trata do ajuste contábil; cita o reembolso de tarifas e os gastos com serviço da dívida como fatores.

  • O Globo

    Atribui parte do aumento a juros mais altos e ao volume da dívida, e diz que a redução de 2025 foi um ajuste contábil ligado a empréstimos estudantis.

Receita de tarifas após a decisão

  • Estadão

    Diz que as tarifas haviam permitido arrecadar US$ 202 bilhões no ano anterior, sem citar a receita líquida atual.

  • Folha de S.Paulo

    A arrecadação líquida com tarifas caiu US$ 22 bilhões, para cerca de US$ 173 bilhões, queda de 11%.

Só um veículo afirma

Estadão (sem fonte específica)

  • Como parte do aumento de gastos com defesa, há conflito no Oriente Médio como causa principal do acréscimo de US$ 48 bilhões.

    Por que pede cautela. Causa atribuída ao aumento de gastos com defesa sem fonte citada; não aparece nas outras coberturas.

  • O bom desempenho da economia americana permitiu aumento expressivo da arrecadação, com mais de US$ 270 bilhões adicionais de pessoas físicas.

    Por que pede cautela. Dado e causa sem origem citada; não aparece nas outras coberturas.

O Globo (sem fonte específica no texto)

  • O governo está trabalhando para estabelecer uma nova barreira tarifária por meio de outras medidas legislativas.

    Por que pede cautela. Afirmação sem origem identificada no texto e não reportada pelas demais coberturas.

O que ficou de fora

As coberturas não detalham a base do cálculo do PIB usado nas estimativas, e a Folha e o Estadão não trazem a avaliação de economistas e do FMI que o O Globo reporta. Também não há manifestação do Departamento do Tesouro ou da Casa Branca sobre a interpretação do déficit.

Análise de cada veículo

Em ordem alfabética. Todos os textos são avaliados com as mesmas regras.

Comparação dos veículos neste assunto
VeículoNota geralFatos em comumFontesOutro lado
EstadãoReprodução de agência 6,8 7 de 7 3 Não
Folha de S.PauloNotícia 8,3 7 de 7 3 (1 anônima) Não se aplica
O GloboNotícia 7,2 6 de 7 7 Sim

Fatos em comum: quantos dos 7 fatos relatados pela maioria dos veículos aparecem em cada matéria. Clique no nome do veículo para ver a avaliação completa.

Estadão Reprodução de agência

Reproduz texto da AFP sobre o déficit recorde, mas abre contrastando o resultado com as promessas de Trump de cortar gastos; a explicação para a alta da arrecadação é apresentada sem fonte.

Nota geral 6,8 de 10
Ver a avaliação completa
Fontes ouvidas
3 fontes: 3 nomeadas (2 documento ou dado oficial, 1 outro veículo ou agência).
Outro lado
Não. O texto compara as promessas de Trump com o resultado do déficit sem registrar resposta dele nem tentativa de contato.
Fatos em comum
7 de 7.
  • Factualidade 7 de 10

    Relato majoritariamente factual, com contraste opinativo na abertura e uma causa da arrecadação apresentada sem fonte, sem juízo declarado do veículo.

  • Atribuição de fontes 7 de 10

    Os números são atribuídos ao Departamento do Tesouro, mas a explicação para a alta da arrecadação não tem origem identificada.

  • Equilíbrio 4 de 10

    A crítica implícita a Trump, por promessas não cumpridas, não tem resposta nem menção a tentativa de contato.

  • Fidelidade do título 9 de 10

    O título resume com precisão o fato principal (US$ 1,99 trilhão, maior nível desde 2021) e corresponde ao texto.

O que estas notas medem

A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.

Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.

Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.

Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.

Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.

Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.

  • Opinião do autor

    O valor é o mais alto desde 2021, apesar das promessas do presidente Donald Trump de cortar gastos públicos e reduzir o déficit.

    O 'apesar' põe em contraste as promessas de Trump com o resultado, implicando fracasso sem registrar resposta do governo. Uma versão neutra diria apenas que o valor é o mais alto desde 2021 e registraria a posição de Trump.

    Conferido no texto original. Abrir a matéria

  • Generalização

    o bom desempenho da economia americana permitiu um aumento expressivo da arrecadação de impostos

    A causa da alta da arrecadação é apresentada como fato, sem fonte. Uma versão neutra daria o dado de arrecadação de pessoas físicas e indicaria quem atribui a alta ao desempenho econômico.

    Conferido no texto original. Abrir a matéria

Outras análises de Estadão

Folha de S.Paulo Notícia

Relata o aumento do déficit dos EUA no ano fiscal de 2026 a partir de dados do Departamento do Tesouro, atribuindo a alta em parte a reembolsos de tarifas e ao serviço da dívida; a única fonte com estimativa do PIB é um funcionário sem nome.

Nota geral 8,3 de 10
Ver a avaliação completa
Fontes ouvidas
3 fontes: 2 nomeadas (2 documento ou dado oficial) e 1 anônima.
Outro lado
Não se aplica. O texto não acusa nem critica pessoa ou organização; relata dados fiscais e decisões.
Fatos em comum
7 de 7.
  • Factualidade 8 de 10

    Relato de dados do Tesouro e falas atribuídas; há apenas uma causa apresentada na abertura ('impulsionado em parte por'), sem juízo do veículo sobre o resultado.

  • Atribuição de fontes 8 de 10

    Números atribuídos ao Departamento do Tesouro; a única informação sem fonte nomeada é a estimativa de 6,2% do PIB, atribuída a um funcionário anônimo.

  • EquilíbrioNão se aplica

    Não há disputa, acusação nem crítica; a matéria relata números fiscais.

  • Fidelidade do título 9 de 10

    O título resume com precisão o dado principal (US$ 1,99 trilhão, maior em 5 anos), compatível com o corpo do texto.

O que estas notas medem

A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.

Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.

Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.

Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.

Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.

Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.

  • Fonte anônima ou vaga

    Um funcionário do Tesouro dos EUA afirmou que o órgão calculou uma estimativa de déficit equivalente a 6,2% do PIB no ano fiscal de 2026, mas não informou qual projeção do produto interno bruto foi utilizada.

    A estimativa de 6,2% do PIB vem de um funcionário sem nome, e o texto não diz qual PIB foi usado. Uma versão neutra identificaria a origem do cálculo e a base usada.

    Conferido no texto original. Abrir a matéria

Outras análises de Folha de S.Paulo

O Globo Notícia

Apresenta o déficit como sinal de necessidade de financiamento e de endividamento crescente, e ressalta o ceticismo de economistas e de organismos internacionais sobre a tese do secretário do Tesouro de que o crescimento reduziria a dívida.

Nota geral 7,2 de 10
Ver a avaliação completa
Fontes ouvidas
7 fontes: 7 nomeadas (2 governo, 3 especialista, 1 documento ou dado oficial, 1 outro veículo ou agência).
Outro lado
Sim. A crítica da diretora do FMI à tese de Bessent recebe resposta de um assessor do governo, mas o texto não registra resposta direta do próprio Bessent às críticas. “David Zervos, recentemente nomeado assessor de Bessent, contestou essa avaliação. Em comentários à CNBC, ele afirmou que o FMI já apresentou previsões “confusas” no passado.”
Fatos em comum
6 de 7. Não relata:
  • A dívida pública dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões.
  • Factualidade 6 de 10

    A abertura e o fecho trazem interpretação do veículo, como o 'caminho para níveis recordes de endividamento' e o 'percentual excepcionalmente elevado', o que pesa sobre o relato de dados.

  • Atribuição de fontes 6 de 10

    Dados do Tesouro e falas de Bessent, Georgieva, Lagarde e Swagel têm origem identificada, mas o cálculo de 6% do PIB e o ceticismo de 'muitos economistas' não têm fonte nomeada.

  • Equilíbrio 8 de 10

    O governo (Bessent e Zervos) e os críticos (Georgieva, Lagarde e Swagel) têm espaço, mas falta resposta direta de Bessent às críticas.

  • Fidelidade do título 9 de 10

    O título é preciso ao dizer que o déficit se aproxima de US$ 2 trilhões, sem apresentar hipóteses como fatos.

O que estas notas medem

A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.

Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.

Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.

Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.

Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.

Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.

  • Especulação

    servindo como um novo lembrete da dimensão das necessidades de financiamento do governo por meio de empréstimos e deixando o país no caminho para atingir níveis recordes de endividamento nos próximos anos

    A abertura projeta níveis recordes de dívida nos próximos anos como se fosse certo, sem fonte. Uma versão neutra diria que o déficit amplia a necessidade de financiamento e apontaria quem prevê essa trajetória.

    Conferido no texto original. Abrir a matéria

  • Linguagem carregada

    um percentual excepcionalmente elevado em um período de desemprego relativamente baixo

    O adjetivo excepcionalmente é avaliação do próprio texto, sem fonte. Uma versão neutra daria o percentual e a comparação com outros anos ou países, com a fonte do cálculo.

    Conferido no texto original. Abrir a matéria

  • Opinião do autor

    Oficialmente, o déficit diminuiu no ano passado, mas essa redução ocorreu graças a um ajuste contábil.

    O texto descreve a redução de 2025 como ilusória, sem atribuir a avaliação a fonte. Uma versão neutra diria que o Tesouro contabilizou a mudança de regra como redução de gastos e indicaria quem faz essa leitura.

    Conferido no texto original. Abrir a matéria

Outras análises de O Globo