Em 30 segundos
- Navio registrado em Singapura afundou no Estreito de Ormuz com centenas de caixas de iPhones e perfumes à deriva.
- Divergência: o Estadão diz que o incêndio foi causado por mina; Jovem Pan e InfoMoney dizem que o navio pegou fogo e depois atingiu a mina.
- Ainda não se sabe quem é o dono da carga, e a versão da IRGC sobre a rota e a mina não aparece confirmada por outra fonte.
O que se sabe
O navio GFS Prife, registrado em Singapura, afundou na quarta-feira (14) no Estreito de Ormuz, segundo os veículos, e mais de 2.500 contêineres foram ao mar, com carga de iPhones e perfumes à deriva. Pescadores aparecem em imagens recolhendo caixas. Todos os 21 tripulantes foram resgatados sem ferimentos. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica informou que o navio teria sido desviado para uma rota não autorizada e atingido uma mina marítima; as matérias relatam a versão dela, mas a sequência exata dos fatos varia entre elas.
- O navio GFS Prife, registrado em Singapura, afundou na quarta-feira (14) após um incêndio a bordo, segundo o The Telegraph. Relatado pelos 3 veículos.
- Mais de 2.500 contêineres a bordo afundaram, e a carga de iPhones e perfumes ficou à deriva. Relatado pelos 3 veículos.
- Pescadores foram registrados recolhendo caixas da carga no mar, em imagens que circulam nas redes. Relatado pelos 3 veículos.
- Todos os 21 tripulantes foram resgatados sem ferimentos. Relatado pelos 3 veículos.
- A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica informou que o navio teria sido desviado para uma rota “não autorizada e perigosa” e acabou atingindo uma mina marítima. Relatado pelos 3 veículos.
- O naufrágio foi o segundo em 24 horas na região e o terceiro desde o início da guerra entre EUA e Irã. Relatado pelos 3 veículos.
Como cada um deu a notícia
O que cada manchete destacou
As três manchetes abrem com os iPhones à deriva no Estreito de Ormuz e associam o navio atingido por mina ao episódio.
Chamada para o vídeo no título
-
Incluem chamada para o vídeo no título (“veja vídeo”)
Estadão e Jovem Pan
iPhones ficam à deriva no Estreito de Ormuz após navio ser atingido por mina; veja vídeo
-
Não mencionam o vídeo no título
InfoMoney
iPhones ficam à deriva no Estreito de Ormuz após navio ser atingido por mina
As manchetes, veículo por veículo
- Estadão IPhones ficam à deriva no Estreito de Ormuz após navio ser atingido por mina; veja o vídeo 9h20
- InfoMoney iPhones ficam à deriva no Estreito de Ormuz após navio ser atingido por mina 11h21
- Jovem Pan iPhones ficam à deriva no Estreito de Ormuz após navio ser atingido por mina; veja vídeo 11h15
Cada ponto é um dos 6 fatos que os veículos relatam em comum. Ponto cheio: o veículo relata o fato; vazio: não relata.
Quem não deu esta notícia
Não encontramos este assunto nos feeds de Agência Brasil, BBC News Brasil, CartaCapital, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Gazeta do Povo, Metrópoles, O Globo, Poder360, Revista Oeste, UOL e Veja.
Um veículo pode ter publicado fora do feed RSS. Veja os veículos monitorados e por que foram escolhidos.
Onde divergem
Causa do naufrágio e sequência dos fatos
Estadão
Diz que o navio afundou após um incêndio causado por uma mina marítima, segundo a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.
InfoMoney
Relata que o navio afundou após um incêndio a bordo e que, segundo a IRGC, atingiu uma mina depois de ser desviado para rota não autorizada.
Jovem Pan
Diz que o navio afundou após um incêndio a bordo e que, segundo a IRGC, havia sido desviado para rota perigosa e acabou atingindo uma mina.
O que ficou de fora
Nenhuma matéria informa quem é o dono da carga nem se a versão da IRGC foi confirmada por outra fonte. O nome do navio aparece como GFS Prife e como GFS Pride no mesmo texto, sem correção. Também não se esclarece quando nem por quem a mina foi colocada na região.
Análise de cada veículo
Em ordem alfabética. Todos os textos são avaliados com as mesmas regras.
| Veículo | Nota geral | Fatos em comum | Fontes | Outro lado |
|---|---|---|---|---|
| EstadãoNotícia | 6,3 | 6 de 6 | 3 (1 anônima) | Não se aplica |
| InfoMoneyNotícia | 7 | 6 de 6 | 3 (1 anônima) | Não se aplica |
| Jovem PanNotícia | 7 | 6 de 6 | 3 (1 anônima) | Não se aplica |
Fatos em comum: quantos dos 6 fatos relatados pela maioria dos veículos aparecem em cada matéria. Clique no nome do veículo para ver a avaliação completa.
Estadão Notícia
Apresenta o naufrágio como incidente inusitado e liga o caso à tensão entre EUA e Irã; a abertura atribui à Marinha iraniana um incêndio causado pela mina, versão que a IRG não deu nos termos do texto.
Ver a avaliação completa
- Fontes ouvidas
- 3 fontes: 2 nomeadas (1 governo, 1 outro veículo ou agência) e 1 anônima.
- Outro lado
- Não se aplica. O texto não acusa nem critica ninguém por conta própria; a informação sobre a rota do navio é relato atribuído à IRG.
- Fatos em comum
- 6 de 6.
-
Factualidade 7 de 10
Relato em sua maioria atribuído, com a interpretação 'destacando a tensão contínua entre EUA e Irã' e uma abertura que mistura as causas do naufrágio.
-
Atribuição de fontes 7 de 10
A maior parte está atribuída, mas o resgate dos 21 tripulantes aparece na abertura sem fonte, e as imagens vêm de redes sociais sem identificação.
-
EquilíbrioNão se aplica
Trata-se de um incidente com versões atribuídas, sem disputa, acusação ou crítica do próprio veículo.
-
Fidelidade do título 5 de 10
O título apresenta como fato que o navio foi atingido por mina, informação atribuída à IRG, enquanto o Telegraph falava em incêndio a bordo.
O que estas notas medem
A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.
Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.
Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.
Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.
Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.
Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.
-
Omissão de contexto
afundou em 14 de outubro após um incêndio causado por uma mina marítima, segundo a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica
Funde duas versões: o Telegraph diz que o incêndio ocorreu a bordo e a IRG diz que o navio atingiu uma mina. Versão neutra: o navio afundou após um incêndio a bordo, e a IRG disse que ele atingiu uma mina.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
-
Opinião do autor
Este foi o segundo naufrágio em 24 horas na região, destacando a tensão contínua entre EUA e Irã.
Interpretação do veículo sem fonte, ligando o dado factual a uma tensão geral. Versão neutra: apenas o dado do segundo naufrágio em 24 horas.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
InfoMoney Notícia
Relata o naufrágio do GFS Prife e o recolhimento das caixas de iPhones como curiosidade ligada à guerra entre EUA e Irã, apoiando os fatos no The Telegraph e na versão da Marinha iraniana, sem outras fontes.
Ver a avaliação completa
- Fontes ouvidas
- 3 fontes: 2 nomeadas (1 governo, 1 outro veículo ou agência) e 1 anônima.
- Outro lado
- Não se aplica. O texto não acusa nem critica ninguém por conta própria; a informação sobre a rota do navio é relato atribuído à IRG.
- Fatos em comum
- 6 de 6.
-
Factualidade 8 de 10
Relato factual com falas atribuídas ao Telegraph e à IRG, sem juízo do veículo além de uma abertura de contexto neutra.
-
Atribuição de fontes 8 de 10
Quase todas as afirmações têm origem identificada no Telegraph ou na IRG; as imagens das redes são a única origem vaga.
-
EquilíbrioNão se aplica
Trata-se de um incidente com versões atribuídas, sem disputa, acusação ou crítica do próprio veículo.
-
Fidelidade do título 5 de 10
O título apresenta como fato que o navio foi atingido por mina, informação atribuída à IRG, enquanto o Telegraph falava em incêndio a bordo.
O que estas notas medem
A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.
Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.
Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.
Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.
Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.
Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.
Nenhum trecho de opinião, especulação ou linguagem carregada encontrado.
Jovem Pan Notícia
Relata o naufrágio do GFS Prife e o recolhimento das caixas de iPhones como curiosidade ligada à guerra entre EUA e Irã, apoiando os fatos no The Telegraph e na versão da Marinha iraniana, sem outras fontes.
Ver a avaliação completa
- Fontes ouvidas
- 3 fontes: 2 nomeadas (1 governo, 1 outro veículo ou agência) e 1 anônima.
- Outro lado
- Não se aplica. O texto não acusa nem critica ninguém por conta própria; a informação sobre a rota do navio é relato atribuído à IRG.
- Fatos em comum
- 6 de 6.
-
Factualidade 8 de 10
Relato factual com falas atribuídas ao Telegraph e à IRG; só a abertura traz qualificações leves ('um dos grandes protagonistas', 'chamou a atenção').
-
Atribuição de fontes 8 de 10
Quase todas as afirmações têm origem identificada no Telegraph ou na IRG; as imagens das redes são a única origem vaga.
-
EquilíbrioNão se aplica
Trata-se de um incidente com versões atribuídas, sem disputa, acusação ou crítica do próprio veículo.
-
Fidelidade do título 5 de 10
O título apresenta como fato que o navio foi atingido por mina, informação atribuída à IRG, enquanto o Telegraph falava em incêndio a bordo; 'veja vídeo' é apelo ao clique.
O que estas notas medem
A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.
Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.
Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.
Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.
Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.
Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.
Nenhum trecho de opinião, especulação ou linguagem carregada encontrado.