Em 30 segundos
- Trump assinou ordem executiva que suspende sanções à Rússia aprovadas pelo Congresso, segundo os veículos.
- Divergência: O Globo e Estadão dão a votação e o contexto eleitoral de forma diferente; o UOL dá destaque à fala de Dmitriev como 'histórico'.
- Não se sabe qual argumento Trump apresentou ao Congresso para a isenção; acompanhar a reação de Kiev e do Congresso.
O que se sabe
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou em 16 de setembro uma ordem executiva que isenta a Rússia de sanções e tarifas sobre o setor energético aprovadas pelo Congresso americano, segundo os veículos. A medida, chamada de Lei Graham, previa tarifas de até 100% sobre compradores de petróleo e gás russos e tinha como alvo autoridades russas e a chamada frota fantasma. Os veículos relatam que a decisão veio após um acordo de Trump com Vladimir Putin envolvendo o fornecimento de diesel russo e que a relação entre Kiev e Washington se deteriorou. O líder do Kremlin, por meio de Kirill Dmitriev, comemorou a decisão.
- Donald Trump assinou uma ordem executiva na sexta-feira (16) que isenta a Rússia de sanções e tarifas dos EUA sobre o setor energético. Relatado pelos 3 veículos.
- As sanções foram aprovadas pelo Congresso americano no último mês, na chamada Lei Graham, batizada com o nome do senador Lindsey Graham, morto em julho. Relatado pelos 3 veículos.
- A lei previa tarifas de até 100% sobre os principais compradores de petróleo e gás russos e tinha como alvo autoridades russas e a chamada frota fantasma. Relatado por Estadão e UOL.
- A decisão ocorre após Trump ter firmado acordo com Vladimir Putin sobre o fornecimento de diesel russo aos EUA. Relatado por Estadão e O Globo.
- A decisão provocou reação de Kiev e o Kremlin, por meio de Kirill Dmitriev, comemorou a medida nas redes sociais. Relatado por O Globo e UOL.
Como cada um deu a notícia
O que cada manchete destacou
As três manchetes tratam da mesma decisão de Trump de suspender sanções à Rússia, com o nome de Trump como sujeito.
Quem aparece como agente ou comentarista
-
Coloca Trump como sujeito e a Rússia como destinatária da isenção
Estadão e O Globo
Trump dá ordem executiva para suspender sanções à Rússia já aprovadas pelo Congresso americano
-
Abre com a reação do Kremlin, colocando o governo russo como sujeito
UOL
Kremlin comemora decisão de Trump de suspender sanções contra a Rússia
Verbo e termo usados para a medida
-
Usa 'suspender' e 'dá ordem executiva', destacando a natureza do ato
O Globo
Trump dá ordem executiva para suspender sanções à Rússia já aprovadas pelo Congresso americano
-
Usa 'isenta', termo mais técnico da ordem
Estadão
Trump isenta Rússia de novas sanções aprovadas pelo Congresso
As manchetes, veículo por veículo
- Estadão Trump isenta Rússia de novas sanções aprovadas pelo Congresso 4h16
- O Globo Trump dá ordem executiva para suspender sanções à Rússia já aprovadas pelo Congresso americano 1h46
- UOL Kremlin comemora decisão de Trump de suspender sanções contra a Rússia 5h30
Cada ponto é um dos 5 fatos que os veículos relatam em comum. Ponto cheio: o veículo relata o fato; vazio: não relata.
Quem não deu esta notícia
Não encontramos este assunto nos feeds de Agência Brasil, BBC News Brasil, CartaCapital, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, G1, Gazeta do Povo, InfoMoney, Jovem Pan, Metrópoles, Poder360, Revista Oeste e Veja.
Um veículo pode ter publicado fora do feed RSS. Veja os veículos monitorados e por que foram escolhidos.
Onde divergem
Votação no Congresso e contexto da lei
Estadão
Informa que a medida foi aprovada no mesmo dia com 262 votos a favor e 159 contra.
O Globo
Diz que as sanções foram aprovadas no último mês e não informa a votação.
UOL
Diz que a lei foi promulgada em meados de setembro e não informa a votação.
Motivação da decisão e contexto eleitoral
Estadão
Não traz esse contexto eleitoral ou de energia.
O Globo
Relaciona a decisão à alta dos preços de energia, ligada à guerra dos EUA contra o Irã, e às eleições legislativas de 3 de novembro.
UOL
Liga a decisão ao agravamento das tensões com Zelensky durante o quinto ano da ofensiva russa.
Só um veículo afirma
O Globo
Trump tem pressa de fazer as pazes com Putin por causa das eleições legislativas.
Por que pede cautela. Interpretação do veículo sobre a motivação de Trump, sem atribuição a fonte específica.
UOL
A suspensão das medidas tende a aprofundar a crise entre Washington e Kiev e representa um revés para Kiev.
Por que pede cautela. É uma avaliação do próprio veículo sobre os efeitos da decisão, sem fonte nomeada.
O que ficou de fora
Nenhuma matéria traz o argumento formal de Trump ao Congresso para a isenção nem a posição oficial do Kremlin sobre a medida.
Análise de cada veículo
Em ordem alfabética. Todos os textos são avaliados com as mesmas regras.
| Veículo | Nota geral | Fatos em comum | Fontes | Outro lado |
|---|---|---|---|---|
| EstadãoReprodução de agência | 7,5 | 4 de 5 | 5 | Não |
| O GloboNotícia | 7,5 | 4 de 5 | 5 | Sim |
| UOLReprodução de agência | 5,5 | 4 de 5 | 6 | Não |
Fatos em comum: quantos dos 5 fatos relatados pela maioria dos veículos aparecem em cada matéria. Clique no nome do veículo para ver a avaliação completa.
Estadão Reprodução de agência
Relato de agência (AFP) sobre a ordem de Trump, com ênfase no acordo do diesel e na crítica de Zelensky, sem julgamento explícito do veículo.
Ver a avaliação completa
- Fontes ouvidas
- 5 fontes: 5 nomeadas (1 governo, 2 outro político, 1 documento ou dado oficial, 1 outro veículo ou agência).
- Outro lado
- Não. Zelensky criticou o pacto de Trump com Putin e o texto não registra resposta da Casa Branca.
- Fatos em comum
- 4 de 5. Não relata:
- A decisão provocou reação de Kiev e o Kremlin, por meio de Kirill Dmitriev, comemorou a medida nas redes sociais.
-
Factualidade 8 de 10
Relato factual de agência, com dados de votação e citação da ordem; só « comprometidas » é um juízo leve do veículo.
-
Atribuição de fontes 7 de 10
Afirmações centrais atribuídas à ordem e a Zelensky; a consequência sobre as relações Kiev-Washington não tem fonte.
-
Equilíbrio 6 de 10
Há disputa (Zelensky criticou o pacto), mas a versão de Trump aparece só pela ordem e não há resposta registrada à crítica.
-
Fidelidade do título 9 de 10
O título é fiel ao lead e à ordem executiva, sem juízo do veículo.
O que estas notas medem
A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.
Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.
Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.
Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.
Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.
Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.
-
Generalização
Desde que Trump e Putin chegaram ao acordo sobre o diesel, as relações entre Kiev e Washington foram comprometidas.
Afirma uma consequência geral sem fonte; a versão neutra descreveria só a crítica de Zelensky ao pacto.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
O Globo Notícia
Enquadra a ordem como aproximação entre Trump e Putin movida por preço do petróleo e eleições, com motivação não atribuída; apoia-se sobretudo no The New York Times e em falas de Zelensky e do enviado russo.
Ver a avaliação completa
- Fontes ouvidas
- 5 fontes: 5 nomeadas (1 governo, 2 outro político, 1 documento ou dado oficial, 1 outro veículo ou agência).
- Outro lado
- Sim. Zelensky, alvo das críticas de Trump, tem sua versão registrada (surpresa com o anúncio de trégua) e fala sobre o acordo do diesel. “embora Zelensky tenha dito que foi surpreendido pelo anúncio”
- Fatos em comum
- 4 de 5. Não relata:
- A lei previa tarifas de até 100% sobre os principais compradores de petróleo e gás russos e tinha como alvo autoridades russas e a chamada frota fantasma.
-
Factualidade 6 de 10
Relato factual, mas subtítulos e trechos como « o que não parece interessar à Casa Branca » trazem leitura de motivação do veículo sem atribuição.
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Atribuição de fontes 7 de 10
A maior parte está atribuída a Trump, ao NYT e a Zelensky; a motivação e a preocupação com preços não têm fonte.
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Equilíbrio 8 de 10
Registra a versão de Zelensky, a fala de Trump na ordem e a reação de Moscou; a crítica de Trump a Zelensky aparece sem resposta da Casa Branca.
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Fidelidade do título 9 de 10
O título resume com precisão a ordem executiva e as sanções, sem adjetivos.
O que estas notas medem
A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.
Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.
Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.
Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.
Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.
Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.
-
Especulação
O presidente dos EUA sinalizou o fortalecimento de sua relação com Putin — e o interesse no petróleo russo
Atribui ao presidente um motivo (interesse no petróleo) sem fonte. Versão neutra: descrever só a sinalização de aproximação e os fatos sobre o diesel.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
-
Especulação
o que não parece interessar à Casa Branca
Juízo do veículo sobre o interesse da Casa Branca, sem fonte. Versão neutra: relatar a posição da Casa Branca com a fonte que a registra.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
-
Especulação
A alta dos preços da energia, impulsionada pela guerra dos EUA contra o Irã, tornou-se uma preocupação central para Trump
Afirma a prioridade de Trump sem atribuir a fonte. Versão neutra: atribuir a leitura a analistas ou a declarações de Trump, se houver.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
UOL Reprodução de agência
Apresenta a reação do Kremlin como vitória russa e a decisão como revés para Kiev, apoiando-se na fala de Dmitriev e em juízos do próprio texto; a resposta de Trump à crítica não aparece.
Ver a avaliação completa
- Fontes ouvidas
- 6 fontes: 6 nomeadas (1 governo, 3 outro político, 1 documento ou dado oficial, 1 outro veículo ou agência).
- Outro lado
- Não. Trump é alvo das críticas de Zelensky, que se sente traído, e o texto não registra resposta de Trump.
- Fatos em comum
- 4 de 5. Não relata:
- A decisão ocorre após Trump ter firmado acordo com Vladimir Putin sobre o fornecimento de diesel russo aos EUA.
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Factualidade 6 de 10
Relato majoritariamente factual, mas o texto afirma por conta própria « revés » para Kiev, « vitória » para a Rússia e uma previsão de aprofundamento da crise.
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Atribuição de fontes 6 de 10
As falas de Dmitriev e Zelensky são atribuídas, mas os juízos centrais de vitória, revés e previsão não têm fonte.
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Equilíbrio 5 de 10
Um lado predomina (fala de Dmitriev e comentários do Kremlin); Trump aparece só pelo decreto e a resposta à crítica de Zelensky não é registrada.
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Fidelidade do título 5 de 10
O título apresenta como do Kremlin a comemoração que partiu de um assessor, e o próprio texto diz que o Kremlin não comentou oficialmente.
O que estas notas medem
A nota geral é a média simples das notas que se aplicam. Cada nota segue uma régua escrita, a mesma para todos os veículos.
Factualidade: Quanto do texto é relato de fatos e de falas atribuídas, e não juízo ou especulação do próprio veículo. Falas de entrevistados contam como fato atribuído, mesmo quando opinativas. Não mede se a notícia é verdadeira.
Atribuição de fontes: Se as informações relevantes dizem de onde vêm: pessoa, órgão, documento ou dado com fonte. Fonte anônima explicada pesa menos que fonte vaga. Não mede se a fonte é confiável.
Equilíbrio: Quando há disputa, acusação ou crítica, se as partes envolvidas têm espaço, incluindo o outro lado. Não se aplica quando não há disputa. Não mede quem tem razão.
Fidelidade do título: Se o título diz o que o texto sustenta, sem exagerar nem perder ressalvas importantes. Não mede a escolha do assunto nem o destaque que o veículo deu a ele.
Nenhuma nota mede se a notícia é verdadeira. As notas valem para esta matéria, não para o veículo.
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Título desalinhado do conteúdo
Kremlin comemora decisão de Trump de suspender sanções contra a Rússia
O título atribui a comemoração ao Kremlin, mas o texto diz que o Kremlin não havia comentado oficialmente; a comemoração é de um assessor.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
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Opinião do autor
A suspensão das medidas representa um novo revés para Kiev.
Juízo do veículo sem fonte. Versão neutra: relatar que a Ucrânia criticou a suspensão, com a fonte.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
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Opinião do autor
considerada uma importante vitória diplomática para a Rússia
Classificação do veículo sem atribuição. Versão neutra: indicar quem considera a medida uma vitória.
Conferido no texto original. Abrir a matéria
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Especulação
A suspensão das medidas tende a aprofundar a crise entre Washington e Kiev.
Previsão sem fonte. Versão neutra: atribuir a previsão a analistas ou omiti-la.
Conferido no texto original. Abrir a matéria